Zeferino Boal
04/02/2019
Artigo de opinião

Convictos que chegaríamos ao dia de hoje, fomos afirmando junto dos que nos são mais próximos que só faríamos considerações mais frontais perante a atual gestão desportiva após 31 de Janeiro; disto são testemunhas dezenas de sportinguistas com quem nos cruzamos desde Setembro.

Não esperávamos ter tanto para afirmar, e é com mágoa pelo destino a que estamos condenados, enquanto apaixonados pelo Sporting Clube de Portugal.

Consideramos que estudando e compreendendo a massa associativa e adepta do Sporting, também compreenderíamos os problemas de Portugal. Com isto, e de forma simplista pretendemos afirmar que os sportinguistas cultivam rapidamente as emoções e os projetos de sucesso a curto prazo, ao invés de decidir em linhas estratégicas de médio e longo prazo.

Em pré-campanha eleitoral fomos singulares na frontalidade em considerar que nesta época os sportinguistas não confiassem com o título de campeão no futebol. Tivemos razão antes de tempo. E muito provavelmente estamos a hipotecar a próxima época.

Um Presidente que não tem uma linha estratégica de pensamento, e que procura surfar na onda de pequeno sucesso, (tal como no passado recente, mas por enquanto de forma educada), não augura bom futuro.

Um presidente de clube que invoca os seus valores éticos militares, quando neste momento se aguarda pela investigação do Ministério Público à sua carreira militar, a qual está preenchida por eventuais questões nebulosas e duplicidade de benefícios materiais à margem das Leis do Estado; como dizíamos é um presidente que não é digno de invocar instituições com valores bem superiores.

Um presidente fraco é aquele que não tendo ideias sobre o que é gerir um clube, mostra instalações que não devem mostradas e para cúmulo tem o desplante em apresentar o sucessor no quadro clínico dizendo que agora há melhores condições, que no passado recente. Então o que andou a fazer durante todos este anos? Nunca se ouviu nem se soube que tivesse criticado o que acontecia. A isto chamamos falso profeta da desgraça.

Um presidente do clube que dispensa um treinador de forma cobarde e nas condições em que foram feitas, para contratar alguém perfeitamente desconhecido e pouco conhecedor do futebol, ou é lírico ou é louco, porque não sabe onde andou durante todos estes anos.

Um presidente de clube que se vê rodeado por pessoas que o comandam, como o atual presidente da Mesa da Assembleia Geral, que nunca pode ser presidente do clube por ter explicar se os promotores da sua candidatura a Bastonário não estiveram por trás (mais tarde) na compra do património do clube. É um presidente de clube fraco!

Um presidente que fala de justiça desportiva para comprar “guerra” com outros adversários que sujam o desporto, aqui tem razão, mas depois falta-lhe coragem para afirmar que a justiça também tem que ser dura com o seu antecessor. É um presidente de cartilha e falso nos valores que apregoa.

Quebramos o nosso silêncio e não nos calaremos até os sportinguistas se apercebam do logro em que mais uma vez se viram envolvidos na escolha eleitoral.

Continuaremos a empunhar a nossa bandeira da frontalidade e transparência pelo esforço, dedicação, devoção e glória do nosso Sporting.

Zeferino Boal

 

 

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