Zeferino Boal
30/09/2019
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Na vida política portuguesa nos últimos anos ouvimos dizer que vinha aí o diabo e iria surgir uma nova crise. Este espaço não visa considerações políticas, mas não temos dúvidas em recordar que há um ano os associados do Sporting foram avisados dos perigos para a escolha do “lobo mau”, infelizmente, o atual momento do clube não nos surpreende.

Seria politicamente correto afirmar que o mandato deve ser cumprido até ao fim, no entanto a salvação do Sporting, é uma emergência, e é fácil constatar o que há afirmamos, porque não se passa da “caserna para comandante de unidade”, tal só ocorre quando há uma revolução. Não houve uma revolução, mas uma transição forçada e consensualmente generalizada.

A resolução dos problemas financeiros não se compadece com experimentalismos de estagiários, exigem-se conhecimentos e personalidade nas negociações de alto nível, se tal inversão não ocorrer caminhamos drasticamente para o controlo de um único investidor, o que seguramente não é a vontade dos associados.

Do nosso ponto de vista, não consideramos inconveniente a abertura da maioria do capital da SAD, mas não aceitamos que o controlo seja entregue a uma única mão.

Depois do “diabo” ter chegado ao clube só um santo milagreiro pode contribuir para inverter o ciclo destrutivo e efetuar a verdadeira limpeza em Alvalade por parte de forças ocultas que impedem o sucesso desportivo no futebol.

Deixemos de justificar o presente com os fatos do nosso passado histórico e eclético, porque o Mundo está em constante transformação e também é célere de na destruição das instituições, algo que não se aceita que possa acontecer ao Sporting.

Há que definir uma estratégia para que a solução diretiva seja encontrada até ao final do ano, ter em conta que somos daqueles que temos consciência que esta época está perdida e a desmotivação reina, não nos revemos na imagem do “louco diabólico”.

O esforço deve ser feito para controlar danos e os resultados desportivos sejam obtidos de modo a não tornar a próxima época completamente neutralizada.

Se houvesse um pouco de dignidade por parte do atual Conselho Diretivo, recusava dar continuidade neste caminho do precipício.

Nesta real acusação, não podemos inocentar o associado Torres Pereira, porque o mesmo tudo fez para omitir a verdadeira situação do Sporting Clube de Portugal, provando que só na play station é que o clube estava bem.

 

 

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