João Vás e Lima
10/02/2019
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A onda digital já criou impacto em todas as funcionalidades dos clubes. Cada um encontra-se a desenvolver as suas soluções digitais para otimizar as operações e receitas.

Os departamentos de vendas de bilhetes personalizam as plataformas online internas para além de começarem a recorrer a centrais de vendas de bilhetes de eventos. Estas centrais trabalham em um mercado secundário.

Alguns clubes, especialmente na UK, estão a estudar a introdução de mecanismos de preços dinâmicos.

Os preços Dinâmicos é uma estratégia de estabelecer preços na qual as empresas definem preços flexíveis para produtos ou serviços com base na procura do mercado.

os preços são alterados com base em algoritmos que levam em consideração preços, oferta e procura dos concorrentes e outros fatores externos no mercado.

O preço dinâmico é uma prática comum em vários sectores, como saúde, viagens, entretenimento, eletricidade e transportes públicos.

Cada sector adota uma abordagem ligeiramente diferente com base nas suas necessidades e na procura dos seus produtos.

Os preços dinâmicos surgiram nos USA em 2009 na Major League Baseball e rapidamente foram adotados pela NBA, pela NHL e NCAA.

O digital está impulsionar as operações de Merchandising como nunca, implanta uma cadeia digital integrada nos pontos de venda físicos e online, além de aumentar a capacidade de personalizar os produtos.

Sites dos clubes e as aplicações moveis estão a ficar cada vez mais sofisticadas na distribuição de data, vídeo e imagem.

Um clube da dimensão do Sporting não pode continuar a ignorar uma aplicação como ferramenta de interação com os sócios

Para além disto existe, claro, as plataformas sociais que garantem o máximo alcance, ao nível mundial, de todos os sócios… se o clube, souber utilizar os conteúdos em uma estratégia coordenada.

Todas estas funcionalidades são meios distintos que geralmente funcionam independente umas das outras. Cada uma tem requisitos específicos e objetivos de negócio do clube a serem cumpridos.

Como resultado, um adepto interage com apenas uma funcionalidade desconectada e descoordenada com todas as outras funcionalidades

É este o caminho a percorrer? Como o nosso clube pode fazer a transição para criar uma aproximação integrada ao adepto, permitindo ao adepto experimentar verdadeiramente todos as possibilidades que o clube tem para fornecer?

Os clubes de futebol têm um atributo único que os colocam em um grupo distinto. Os clubes são negócios que têm adeptos. E adeptos não são apenas consumidores. São consumidores leais e muito mais.

O grau de lealdade implícito em um  adepto, é um ativo tremendo para um clube. Esse grau aumenta conforme cresce o número, a frequência e a intensidade de interações.

Com este relacionamento, os clubes têm uma oportunidade única de recolher informação dos adeptos com um detalhe e profundidade enorme.

Os clubes de topo já incorporaram soluções de Análises de dados centralizados que consolidam a data em várias plataformas.

Os adepto são transformados em perfis de informação e agregados por variáveis comuns como o rendimento provável.

Estão agora em uma posição de serem analisados de forma multidimensional.

Com estas análises os clubes, agora, oferecem conteúdos específico conforme o público-alvo. Os conteúdos, produtos e promoções publicitados são alterados conforme o adepto.

O futuro apresenta-se agora. O que é expectável é que o clube ofereça uma experiência digital completamente personalizada.

Os adeptos deviam ter um acesso customizado a uma aplicação do clube com conteúdo preferencial disponível, merchandising apresentado conforme o historial de interações do utilizador com os produtos e conforme os seus interesses, características e posicionamento demográfico. Algo que já encontramos, sem nos apercebermos  por exemplo, nos conteúdos apresentado do Netflix.

Que benefícios pode o clube esperar?

Usar data para criar conteúdo e mensagens de marketing efetivamente vai tornar possível nutrir e aumentar a lealdade e receita proveniente dos adeptos.

Mas o maior benefício vem de reconhecer e prever as preferências e escolhas dos adeptos. Tal vai abrir as portas para receitas imediatas não apenas nas vendas, mas também com os patrocinadores, parceiros e até junto dos fornecedores.

O interesse dos patrocinadores e parceiros vai crescer enormemente assim que o clube conhecer os hábitos diários dos adeptos, as preferências alimentares ou qualquer outra preferência que ajude o clube a identificar os tipos de clientes que interagem com o clube.

Esta data que o nosso clube pode adquirir através dos adeptos será um instrumento de poder negocial com patrocinadores e parceiros atuais e futuros.

Estamos a oferecer aos patrocinadores e parceiros a oportunidade de se posicionarem para alcançarem os seus público-alvo.

O clube tem de abraçar já a revolução digital internamente.

A alternativa é ficar a ver o crescimento financeiro dos clubes que deram o passo em frente.

 

Este é o segundo artigo do tema Revolução Digital. Pode ler o primeiro em: http://tribuna-leonina.com/?cronicas=sporting-e-a-revolucao-digital-parte-i

 

 

 

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